sábado, 13 de novembro de 2010

Queria dizer as palavras certas . Palavras que te fariam rir, que te deixariam mais feliz. É inevitável; automático. E sabe porque? Não há palavras neste mundo capaz de explicar o sentimento que sinto. É um sentimento tão, mas tão grande, que aliás, ninguém nunca explicaria.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Meu segundo livro.

Escrito por: Gabriella Pereira Barreto.

Capítulo 01

Página 1

Abri meus olhos involuntariamente.
Respirei fundo, tentando pensar melhor.
Não, eu nunca causara dor fisíca á ninguém de moto intencional, mas havia machucado-o gravemente apenas por tentar ferir a mim mesma.
Mordi meus lábios para conter o soluço, causado pelos dias em jejum.
Resolvi analisar melhor minha situação.
Poderia repousar minhas pálpebras e mergulhar em um sono eterno. Ou, poderia deslizar meu dedo indicador - com certo esforço, devido á perda de meus movimentos - pelo interfone e deixar que ele subisse até o meu flat.
Talvez tenha errado em não gostar de mim. De não gostar tanto quanto deveria.. Ou meu amor por ele não permitia que houvesse em meu coração qualquer manifesto de amor-próprio.
A brisa quente invadiu meu corpo frio.
Senti a paralisação de cada centímetro de minha perna. Como se houvessem cristaizinhos de gelo se petrificando em minhas veias.
No pulso esquerdo, o sangue ralo começou á correr de forma..lenta.
Vejo minhas mãos e meus dedos encardidos. Não consigo friccionar nenhum deles.
Sempre acreditei que o suicidío seria a melhor forma de solucionar problemas.
A sensação não é tão...agrádavel quando se está no meio de um.


Página 2

Sinto em meus olhos um aspecto de sonolência profunda. Estava dificíl mantê-los aberto.
Começo á me sentir meio...grogue.
Assim como meu corpo, minha língua se entorpece. Como se houvesse totalmente congelada e..seca.
(...)
(...)
(...)
Sinto a diminuição dos meus sentidos.
Pude ouvir certo ruído. Meus olhos encharcados de lágrimas percorriam anciosos o espaço acima de mim, á procura do fruto dos ruídos.
Tentei me inclinar para observar o espaço á minha volta. Esforço em vão...
Um rosto.
Notei um rosto acima de mim. Meus olhos transbordavam com muita intensidade. Não era qualquer rosto. Seus olhos estavam...diferentes. Geralmente, olhos castanhos são rasos. Aqueles estavam profundos, tão profundos que perguntei-me se poderia ler sua mente. Seus olhos demonstravam aflição. Seu maxilar se mechia com ferocidade, mas eu não conseguia ouví-lo. Ele começou á chorar. Senti suas mãos quentes segurarem o meu rosto e sua boca percorrer cada centímetro de minha boca...imóvel. Thomas me fitou cautelosamente. Seus dedos ficaram escorregadias em meu rosto. Tentei dizer algo novamente. Ele telefonou para alguém.
Percebi que não conseguiria manter meus olhos abertos por muito tempo. Meu coração batia verozmente.
Thomas se sentou ao meu lado. Se aproximou com cautela.
'' Vamos dar um jeito, princesa. '' murmurou.
Senti ele me abraçar. Um abraço demorado. Eu contraí um pouco meus músculos.
Eu sabia que esse momento seria eterno.


Página 3

Talvez o nosso último.
Pelo menos vou morrer com seu rosto em minha mente.
Percorri seu rosto com dificuldade. Eu suprimi um suspiro.
Notei ele morder um pedaço de sua boca. Beijou minha mão como de costume. Doce, suave, como sempre. Seus olhos permaneciam aflitos.
Meus olhos se fecharam involuntariamente. Não conseguia abrí-los. Tentei rosnar, gritar. Tentei como pude, mesmo assim... eu sabia.
'' Então é isso? Acabou ? '' rosnei. Admito que com certa esperança de que Deus pudesse ouvir.
Gostaria de abrir meus olhos, beijar pelo menos mais uma vez o meu Thomas.
Tentei novamente abrí-los. Me impressionei por eles terem abrido. Não podia enchergar nada além de..uma luz. Muito intensa por sinal. Chegava á arder meu corpo. Tapei-os o máximo que pude.
Suspirei profundamente.
(...)
(...)
(...)