sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Pôr do sol..




Se você deixou de acreditar, se a vida só faz piorar
Pegue a estrada e desligue o celular, veja o por do sol em frente ao mar
Problemas na vida todo mundo tem, você não é pior nem melhor que ninguém
Se quiser amar, aprenda a se doar
Faça que os erros te façam crescer
Na dúvida, escolha o melhor pra você
Dê mais importância a quem lhe quer bem..
E a vida, ha de ser bem melhor, pode crer
E na vida, ame mais , sem porém, nem por que
Que a vida passa depressa
Não perca tempo que o final só Deus pode prever
Cante a vida, na beleza da imperfeição
Dance a vida, feche os olhos e tire os pés do chão
Viva a vida, ouça seus discos, reveja os amigos
Que o melhor nessa vida é viver de coração.

Sorriso Maroto

Oque passou, passou?



                       Antigamente, se morria.
1907, digamos, aquilo sim
                       é que era morrer.
Morria gente todo dia,
                                             e morria com muito prazer,
já que todo mundo sabia
                       que o Juízo, afinal, viria,
e todo mundo ia renascer.
                       Morria-se praticamente de tudo.
De doença, de parto, de tosse.
                       E ainda se morria de amor,
como se amar morte fosse.
                       Pra morrer, bastava um susto,
um lenço no vento, um suspiro e pronto,
                       lá se ia nosso defunto
para a terra dos pés juntos.
                       Dias de anos, casamento, batizado,
morrer era tipo uma festa,
                       uma das coisas da vida,
como ser ou não ser convidado.
                       O escândalo era de praxe.
Mas os danos eram pequenos.
                       Descansou. Partiu. Deus o tenha.
Sempre alguém tinha uma frase
                       que deixava aquilo mais ou menos.
Tinha coisas que matavam na certa.
                       Pepino com leite, vento encanado,
praga de velha e amor mal curado.
                       Tinha coisas que tem que morrer,
tinha coisas que tem que matar.
                       A honra, a terra e o sangue
mandou muita gente praquele lugar.
                       Que mais podia um velho fazer,
nos idos de 1916,
                       a não ser pegar pneumonia,
deixar tudo para os filhos
                       e virar fotografia?
Ninguém vivia pra sempre.
                       Afinal, a vida é um upa.
Não deu pra ir mais além.
                       Mas ninguém tem culpa.
Quem mandou não ser devoto
                       de Santo Inácio de Acapulco,
Menino Jesus de Praga?
                       O diabo anda solto.
Aqui se faz, aqui se paga.
                       Almoçou e fez a barba,
tomou banho e foi no vento.
                       Não tem o que reclamar.
Agora, vamos ao testamento.
                       Hoje, a morte está difícil.
Tem recursos, tem asilos, tem remédios.
                       Agora, a morte tem limites.
E, em caso de necessidade,
                       a ciência da eternidade
inventou a crônica.
                       Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica.

Paulo Leminski

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Estar feliz...


Estar feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso. É estar perto das pessoas que amamos, que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal. É distanciar-se da de falsidade, inveja e mentiras. É evitar sentimentos de rancor, raiva e as mágoas que nos tiram noites de sono mas não afetam em nada as pessoas responsáveis por causá-lo. É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que á nós são destinados. E saber ignorar, da forma mais fina e elegante, aqueles que dizem as coisas da boca pra fora ou cujas palavras e caráter nunca valerão um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Geração Tribalista




Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta o braço e dispara '' eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também'' No entanto , passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ' tribalista ' se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá para ficar somente com a cereja de bolo - beijar de língua e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o   bolo todo e nele, ingredientes que vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc etc. Desconhecem a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele , é telefonar só pra dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo pra chorar, uma mão para enxugar lágrimas,  enfim, é ter alguém para amar .. Somos livres para optar! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um  sentimento. ( Arnaldo Jabor)